Vive e trabalha em São Paulo.

Poeta, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e música. Em 1952, fundou com Haroldo de Campos e Décio Pignatari a revista Noigandres, origem do grupo homônimo, que inaugurou o movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil. No segundo número, publicou a série de poemas  Poetamenos (1953), em que o verso e a sintaxe convencional foram abandonados e as palavras rearranjadas em estruturas gráfico-espaciais, inspiradas na melodia de timbres de Anton Webern. Sua obra foi incluída em diversas mostras e antologias internacionais, como: Concrete Poetry: an International Anthology, organizada por Stephen Bann (London, 1967); Concrete Poetry: a World View, por Mary Ellen Solt (Indiana, EUA, 1968); e Anthology of Concrete Poetry, por Emmet Williams (Nova York, 1968). A maioria de seus poemas está reunida em Viva Vaia (1979), Despoesia (1994) e Não (2003). Como tradutor, especializou-se em recriar a obra de autores de vanguarda, como Ezra Pound, James Joyce, Gertrude Stein, E. E. Cummings, Maiakóvski e Khliébnikov. É co-autor de Teoria da Poesia Concreta (1965) e autor de Poesia Antipoesia, Antropofagia (1978), O Anticristo (1986), Linguaviagem (1987) e À Margem da Margem (1989).