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Em 1992, a nona edição do Festival representou um ponto de transição. A mostra, já consolidada como evento internacional, iniciava uma duradoura e essencial parceria com o SESC-SP. O Festival aconteceu pela primeira vez no SESC Pompéia, e, graças a um orçamento recorde, trouxe ao Brasil retrospectivas de dois dos mais importantes nomes da cena eletrônica: o norte-americano Bill Viola e o italiano Gianni Toti.

Maior e mais abrangente, o Festival passou a ser bienal e afirmou-se definitivamente como um evento de arte eletrônica, o primeiro com tal escala no país e o mais importante do hemisfério sul. O festival chega a 200 vídeos exibidos. A produção brasileira representa somente 60% dos 300 trabalhos inscritos na Mostra Competitiva.

O caráter internacional se reafirma também nas mostras paralelas. Além de Bill Viola e Gianni Toti, outros grandes nomes aparecem, como o inglês Julien Temple (que integra o júri), o francês Jérôme Lefdup (que coordena um workshop) e a alemã Barbara Hammann (que traz uma instalação). Palestras, workshops e performances demonstram o amplo espectro da intervenção eletrônico-digital.

Programação

mostra competitiva

Mostra Competitiva do Hemisfério Sul

A mostra teve 304 inscrições, com participação de 12 países do Hemisfério Sul. O júri selecionou 45 trabalhos, privilegiando as experiências, a linguagem e a poesia das obras. Os vídeos foram feitos no Brasil, Argentina, Moçambique, Austrália, Chile e Uruguai.

mostra de filmes e/ou vídeos

"Imagens do Futuro", curadoria de Jean-Marie Duhard

A mostra francesa teve curadoria de Jean-Marie Duhard e foi dividida em dez programas que trazem a relação da arte com as novas tecnologias.

Mostra Homenagens: Bill Viola

A mostra de vídeos do norte-americano Bill Viola traz uma visão retrospectiva da obra de um dos mais importantes artistas que contribuíram para o desenvolvimento da linguagem audiovisual.

Mostra Homenagens: Gianni Toti

A mostra de vídeos em homenagem ao videoartista italiano Gianni Toti trouxe uma seleção de três trabalhos exemplares dos Poematronics, onde experimenta de forma poética o diálogo entre a tecnologia e o teatro.

Mostra Homenagens: Jean-Paul Fargier

Retrospectiva da obra em vídeo do escritor, jornalista, curador, cineasta e videoartista francês Jean-Paul Fargier, com produções que revelam sua poética, a recorrência da linguagem documental e suas influências artísticas.

Mostra Homenagens: Moysés Baumstein

Retrospectiva de trabalhos em vídeo do artista plástico, cineasta e hológrafo Moysés Baumstein. Com uma formação multidisciplinar, Baumstein une a arte à ciência nos mais diversos campos de atividade.

Mostra Informativa do Hemisfério Sul

A mostra reuniu 26 vídeos inscritos e não selecionados para a Mostra Competitiva que mereceram algum destaque no Festival. São produções realizadas por artistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Proposta do Júri: Jérôme Lefdup

Cada membro do júri da Mostra Competitiva elaborou uma proposta de curadoria. Jérôme Lefdup fez uma mostra com 11 obras de sua autoria.

Proposta do Júri: José Ramon Perez Ornia

Cada membro do júri da Mostra Competitiva elaborou uma proposta de curadoria. José Ramón Pérez Ornia, membro do júri da Mostra Competitiva, elaborou uma mostra com 14 obras de importantes artistas internacionais.

Proposta do Júri: Julien Temple

Cada membro do júri da Mostra Competitiva elaborou uma proposta de curadoria. Julien Temple fez uma mostra com videoclipes de importantes músicos e bandas, como David Bowie, Rolling Stones, Neil Young, Sid Vicious e The Kinks.

Proposta do Júri: Marcello Dantas

Cada membro do júri da Mostra Competitiva elaborou uma proposta de curadoria. Marcello Dantas fez uma seleção de seis obras criadas nos dois anos anteriores a 1992.

Proposta do Júri: Peter Callas

Cada membro do júri da Mostra Competitiva elaborou uma proposta de curadoria. Peter Callas fez uma seleção de oito de suas obras.

exposição

"Escalator", Tina Keane

A videoinstalação de Tina Keane, encomendada pela Riverside Studios Gallery, exibe imagens contrastantes de pessoas subindo uma escada rolante e cenas dos marginalizados nas ruas de Londres.

"Hologramas", Moysés Baumstein

Exposição de holografias do artista multimídia Moysés Baumstein, com a exibição paralela do vídeo Por que e como faço holografias.

"Impulsos Eletrônicos", curadoria de Rosely Nakagawa

A curadoria de Rosely Nakagawa selecionou 18 artistas, convidados a criar com os recursos da Fotoptica Computer Graphics and Vision Division. Cada imagem digitalizada foi reproduzida direto em negativo colorido, ampliada e exposta em backlight.

"La Traición de Judas", Luís Nicolau

A videoinstalação de Luís Nicolau foi inspirada nos altares renascentistas e concebida como uma pintura em movimento.

"Nest für Dachau", Barbara Hammann

A videoinstalação de Barbara Hammann tem como tema a fuga e a salvação.

"Postais do Brasil", Ulysses Nadruz

A videoinstalação de Ulysses Nadruz foi composta por três gigantescos cartões postais eletrônicos, em um video wall de 36 monitores.

"The Desert in My Mind", Eder Santos

Videoinstalação de Eder Santos montada especialmente para o Festival. Retrata cenas do Vale da Morte (Death Valley, EUA) geradas a partir de videodisco, evocando a paisagem árida do deserto.

"Totens Domésticos", Marcelo Masagão

Trata-se de 12 esculturas de Marcelo Masagão, feitas de ferros de passar, aspiradores de pó, enceradeiras, televisores e muitos outros objetos.

"Watch Yourself", Timothy Binkley

A instalação interativa de Timothy Binkley empregou uma tecnologia simples de realidade virtual, registrando a imagem do visitante ao passar diante de obras-primas da pintura universal.

performance

"Santa Clara Poltergeist", Fausto Fawcett

Fausto Fawcett realizou um show de imagens e sons que, em sete quadros, contou a história de uma santa que cura com sangue, de uma loira que cura com sexo nas noites de Copacabana.

"Videomáscaras", Otávio Donasci

Otávio Donasci apresentou duas performances com as Videomáscaras, uma na abertura e outra no encerramento do Festival.

programas públicos

"Arte e Ciência - Produção e Difusão"

O debate "Arte e Ciência" contou com a mediação de Jean Marie Duhard (França).

"Arte e Novas Tecnologias - Televisão, Publicidade e Criação"

O debate "Arte e Novas Tecnologias" contou com a mediação de Marcelo Tas.

Conferência: Sandra Lischi

Na conferência “O Alfabeto da TV: O Inferno de Dante, por Peter Greenaway e Tom Phillips”, a crítica de cinema italiana Sandra Lischi analisou os trabalhos de Peter Greenaway e Tom Phillips.

Debate Especial: "10 questões para 100 brasileiros que influenciam 100 milhões"

O Festival convidou Marcelo Machado para coordenar o projeto "10 Questões para 100 Brasileiros que Influenciam 100 Milhões" no qual 100 brasileiros receberam 10 perguntas e o pedido de respostas simples e diretas, que foram debatidas no encontro.

Palestra: Bill Viola

O artista Bill Viola fez uma palestra sobre sua obra.

Palestra: Peter Callas

O curador Peter Callas fez uma palestra sobre seu trabalho de pesquisa.

workshop

Atelier Amiga, com Jérôme Lefdup

Workshop, ministrado por Jérôme Lefdup, consistiu na realização de trabalhos em 2D e 3D, em cada workstation da Movie Pixel Computação Gráfica e Vídeo, com equipamentos Amiga.

documentação

Videojornal

O Videojornal ou Videojornow configurou-se como uma "miniTV" jornalística que resenhava, recriava e exibia os eventos do Festival. Foi também um meio de comunicação entre os organizadores e o público.