Intitulada "A memória é uma ilha de edição" – frase retirada de poema de Waly Salomão (1943-2003) –, a Bienal Sesc_Videobrasil chega a sua 22ª edição em 2023, realizada após um adiamento de quase dois anos por conta da pandemia de Covid-19. Com curadoria do brasileiro Raphael Fonseca e da queniana Renée Akitelek Mboya, a Bienal marca também os 40 anos do Videobrasil, dedicado inicialmente ao vídeo e que ao longo das décadas se expandiu para abarcar as mais variadas linguagens artísticas. 

Nesta celebração, "faz-se necessário, portanto, não apenas refletir sobre o tempo e as muitas concepções de memória, mas também revisitar a importância do vídeo nessas quatro décadas", escrevem os curadores. Cabe lembrar, ainda, que na contemporaneidade as possibilidades de edição de imagens se transformaram, tornando-se mais ágeis e ao alcance de nossos dedos em uma série de dispositivos tecnológicos de uso cotidiano.

Para muito além dessas "ilhas de edição" particulares, a 22ª Bienal busca selecionar trabalhos que tratem das memórias coletivas, das lembranças e esquecimentos que constroem narrativas históricas e sociais, relativas a povos, nações e regiões geográficas. "Quais as fronteiras éticas de um corte? Quem detém o poder de fazê-lo? Como forjar a memória daquilo que não vimos ou sentimos em nossos corpos? Quais os limites da memória?", questionam os curadores.

Deste modo, a Associação Cultural Videobrasil e o Sesc São Paulo convidam artistas e/ou coletivos do Sul Global, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ou radicados/as/es neles há pelo menos cinco anos, e artistas indígenas de quaisquer nacionalidades para participar da chamada aberta para a 22ª Bienal Sesc_Videobrasil. As inscrições, abertas a obras em qualquer linguagem, são gratuitas e devem ser realizadas apenas pela internet.

Leia aqui o partido curatorial da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil e o edital para inscrições.