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A oitava edição do Festival, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, confirmou sua tendência à internacionalização, com trabalhos da América Latina, da África e da Oceania. Pela primeira vez convidados estrangeiros participaram do júri, e as mostras internacionais reuniram nomes de um número ainda maior de países: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Polônia, Cuba, Estados Unidos, Israel e Japão. A mostra paralela começou também uma nova fase, com a inclusão de duas videoinstalações internacionais. Da Alemanha foi trazida “As if memories could deceive me”, de Marcel Odenbach. Da França, “The no way buster project”, de Dominik Barbier e Cathy Vogan. Além disso, foram organizados workshops com artistas especialmente convidados. No Brasil, os criadores já mostravam maturidade, configurando uma primeira geração firmemente inserida no circuito internacional: Sandra Kogut, Eder Santos, Marcelo Machado, Roberto Berliner e Renato Barbieri. A consolidação do caráter internacional do Festival foi acompanhada também de novas tendências da produção eletrônica. Gradualmente, o foco foi transferido para uma aproximação com o circuito das artes.

Programação

mostra competitiva

Mostra Competitiva

A 8ª edição do Festival confirmou sua tendência à internacionalização. Pela primeira vez, realizadores dos países do circuito Sul puderam se inscrever na Mostra Competitiva. Dos 200 trabalhos inscritos, foram 32 selecionados provenientes da América Latina, da África e da Oceania.

mostra de filmes e/ou vídeos

Mostra Informativa: Alemanha I

A curadoria de Carl-Ludwig Rettinger apresentou a mostra Time Code, um projeto criado em 1985 por um grupo de programadores de televisão, curadores de museus e produtores independentes de diversos países.

Mostra Informativa: Alemanha II

A curadoria de Benjamin Heidersberger trouxe o projeto singular Van Gogh TV, criado no Media Art Lab, que buscava a interação do espectador na programação da TV.

Mostra Informativa: Bélgica

O curador Jean-Paul Tréfois selecionou três vídeos do programa Carré Noir da TV francesa na Bélgica RTBF.

Mostra Informativa: Brasil

A mostra compreende obras produzidas a partir de outubro de 1989 que sobretudo apontam com originalidade o crescimento de uma importante vertente da produção independente de vídeo no Brasil: o documentário.

Mostra Informativa: Cuba

Para a mostra Escuela Internacional de Cine y TV de Havana: Uma Experiência Original, o curador Hugo Kovensky selecionou oito trabalhos de alunos da escola cubana.

Mostra Informativa: Espanha

A curadoria de Rosa Méndez Zurutuza reuniu vinte obras espanholas realizadas na década de 1980.

Mostra Informativa: Estados Unidos

A curadora Kathy Rae Huffman selecionou obras produzidas a partir do Contemporary Art Television Fund (Fundo CAT), com foco na produção televisiva inovadora e experimental.

Mostra Informativa: França I

A mostra francesa teve curadoria de Jean-Marie Duhard, intitulada O Vídeo de Autor, e foi organizada em onze programas.

Mostra Informativa: França II

O curador Pierre Bongiovanni elaborou este programa composto por vídeos que participaram do evento Manifestation Internationale de Vidéo et Télévision, em junho, e por trabalhos coproduzidos pelo Centre International de Création Vidéo Montbéliard.

Mostra Informativa: Holanda

O programa do World Wide Video Festival, com curadoria de Tom Van Vliet, foi uma seleção de vídeos participantes da 9ª edição do Festival, realizada em setembro de 1989.

Mostra Informativa: Inglaterra

A mostra teve curadoria de Robert Turnock, com seleção de obras britânicas realizadas na década de 1980.

Mostra Informativa: Israel

A mostra Vídeos em Israel – Três Formas de Abordagem foi organizada pelo curador Eli Shvadron.

Mostra Informativa: Japão

Fujiko Nakaya, diretora da Video Gallery SCAN (Japão), construiu o programa a partir dos vídeos premiados no 14º Festival Video Scan 90.

Mostra Informativa: Polônia

O programa elaborado por Piotr Krajewski e Sherill Howard Pociecha foi feito a partir dos trabalhos poloneses premiados no WRO 89 Sound Basis Visual Art Festival que integravam música e outras formas de arte.

exposição

"As If Memories Could Deceive Me", Marcel Odenbach

Videoinstalação de Marcel Odenbach na qual o artista expressa o impacto de sua formação, de sua percepção da história e de sua identidade cultural.

"SpSPsp 2", Tadeu Jungle

A videoescultura SpSPsp 2, de Tadeu Jungle, segunda versão da obra, reuniu diversos televisores com imagens de São Paulo e cactos que ficavam na sala.

"The No Way Buster Project", Dominik Barbier e Cathy Vogan

A videoinstalação de Dominik Barbier e Cathy Vogan foi um espetáculo eletrônico carregado de símbolos apocalípticos e com forte teor melancólico.

"Videocabines", Sandra Kogut

As Videocabines, de Sandra Kogut, eram caixas pretas individuais de 2m² onde o visitante entrava e estabelecia um contato íntimo e pessoal com a TV e por meio da TV, tanto como telespectador ou correalizador de vídeos.

programas públicos

Conferência: "Criação e Mercado Alternativo"

A conferência "Criação e Mercado Alternativo" contou com a participação de diversos debatedores internacionais, com mediação de Marcello Dantas.

Conferência: "Tecnologia e Videoarte"

A conferência "Tecnologia e Videoarte" contou com a participação de diversos debatedores internacionais.

Conferência: "Televisão e Produção Independente"

A conferência "Televisão e Produção Independente" contou com a participação de diversos debatedores internacionais, com mediação de Renato Barbieri.

workshop

Computação Gráfica de Alta Definição, com Yoichiro Kawaguchi

Yoichiro Kawaguchi, artista japonês que trabalha com animação digital em 3D, ministrou o workshop sobre computação gráfica de alta definição na época em que começava a ser desenvolvida.

Documentário / Performance, com Marcelo Tas

Workshop com o multifacetado Marcelo Tas sobre o caráter real e ficcional de reportagens e documentários, questionando o pressuposto de "captar a realidade tal como ela é".

Instalação, com Dominik Barbier

Dominik Barbier, artista francês que expôs uma videoinstalação neste Festival, ministrou o workshop sobre o conceito e a história da instalação.

Scratch Vídeo, com Tim Morrison

Tim Morrison, um dos quatro integrantes da produtora Gorilla Tapes, de Londres, ministrou o workshop sobre Scratch Video e técnicas de edição.

documentação

Videojornal

O Videojornal, em sua terceira edição, foi um making of do Festival e meio de comunicação da produção com o público. Diariamente, antes da programação, edições de cinco a oito minutos iam ao ar, dirigidas por Roberto Berliner e Marina Abs André.